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A Crise não é para todos.

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A crise, segundo consta, chegou. É um facto. Mas também parece que há quem se esforce por desviar as atenções da crise. Freeport, Freeport e mais Freeport. Até parece que, desde que este “dossier” foi criado, em 2005, algo de novo foi acrescentado. Desenganem-se, o objectivo, parece-me a mim, é o de desviar as atenções dos problemas na economia e vitimizar o primeiro-ministro. É de novo a história do “coitadinho de mim”, celebrizada pelo senhor Santana Lopes. Não acreditam? Então acham que o processo está continuamente em investigações desde 2005? E durante este tempo todo não se descobriu mais nada? Não. Segundo parece, o processo é de novo notícia, porque os “Ingleses”, querem saber o que foi feito de certo e determinado valor em dinheiro. Ou seja, a justiça Portuguesa, anda a reboque, de caprichos de países terceiros. Por favor, chega! Quando houver novidades, avisem. Vamos mas é falar do que interessa. Tal, como eu dizia, a crise chegou. O principal indicador, são os despedimentos ...

O (mau) exemplo……

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Vivemos num tempo em que é comum falar-se de Competência, ou falta dela, e de índices de produtividade. Podemos dizer que estes dois termos estão relacionados entre si. De uma forma simplificada, pode-se dizer que os índices de produtividade serão maiores, quanto mais competência(s) houver, numa determinada área. Ora, Portugal, apresenta, segundo dados à escala Europeia, um dos mais baixos índices de produtividade. E a culpa de quem é? É sempre mais fácil apontar o dedo ao “elo mais fraco” da cadeia. Daí que exista a tentação de coloca o ónus da culpa nos trabalhadores em geral e não em quem administra ou gere. Mas facilmente se consegue desmontar esta ideia. O Luxemburgo apresenta um dos índices de produtividade mais altos e no entanto a sua força produtiva é em grande parte constituída por cidadãos Portugueses. Quero com isto chegar à conclusão que, muitas vezes, quem gere e administra, refugia-se no mito do baixo índice de produtividade dos trabalhadores e em conjecturas internac...

2600 metros de vaidade e despesismo

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Pois é … assistimos, há dias, à inauguração do túnel do Rossio. Se a memória não me atraiçoa, o encerramento daquela via deveu-se ao perigo eminente de derrocada. Assim, de forma a minimizar o incómodo dos utentes que utilizam aquela via, iria proceder-se a uma rápida intervenção para reforçar a estrutura. O prazo de execução era de 13,5 meses, a partir do início de Julho de 2005, e devia ter sido concluída entre Agosto e Setembro de 2006. Iria custar cerca de 33 milhões de euros. A ideia era devolver aquela via o mais rapidamente possível, a quem dela tanto depende para chegar à capital. Da preocupação com os utentes, partiu-se para uma obra que mais não é do que um exercício de pura vaidade e despesismo. Para quem tanto se preocupava com os utentes, três anos é bem demonstrativo. Bem, mas isso a mim pouco ou nada importa (com o mal dos outros posso eu bem). Agora, que para reestruturar 2600 metros sejam necessários 60 milhões de euros, “alto lá e pára o baile”. Só podem estar a gozar...

O enclave Americano

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O Kosovo, província Sérvia, declarou a sua independência de forma unilateral. Este facto, até poderia não ser muito relevante, não estivesse a falar de uma região que, para além da sua riqueza cultural, se constitui como um dos pontos de maior instabilidade da Europa. Todos nós estudámos que a I Guerra Mundial eclodiu exactamente na região Sérvia, na cidade de Sarajevo, tendo sido despoletada por um nacionalista Sérvio que assassinou o Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono Austro-Húngaro. A Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, e outras potências Europeias entraram, depois, no conflito. Na história mais recente, temos a guerra da ex-Jugoslávia, consumada numa região em que as incongruências étnicas, culturais e religiosas se misturavam de forma pouco consensual. Daí a divisão do grande estado Jugoslavo em múltiplos estados, caracterizados pela sua cultura e raízes próprias. O Kosovo é o último destes casos. Só que aqui, as incongruências intrínsecas da grande Sérvia, bem...

Ano Novo....

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Pois é.... mais um novo ano que entra e mais uma vez as expectativas sobem aos níveis mais altos desde exactamente..., o mesmo período do ano passado! No fundo é bom que assim seja. O ano novo funciona não só como renovador do nosso estado de espírito, mas também como um purificador de intenções. O desgaste de 365 dias consecutivos, leva a que, na maioria das vezes, percamos o rumo, ou melhor, o fio á meada. Assim, os limites de um ano que finda e de um novo que começa, pareçe muitas vezes soar como uma boia de salvação para a nossa própria sanidade mental. Como alguém diria....."Agora é que é, este ano é que vai ser.....". Mas os limites ou as margens do inicio de um novo ciclo, nem sempre estiveram associados a esta data em particular. Aliás, esta data, pouco ou nada vai de encontro ás nossas verdadeiras origens e ás nossas mais ancestrais tradições. A verdadeira transição entre períodos é definitivamente marcada pelo Carnaval..... ou melhor dizendo, pelo Entrudo. "En...

Tratado de Lisboa

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Pois é.. foi hoje, dia 13, assinado o Tratado de Lisboa, que institui uma espécie de Constituição Europeia. Em traços gerais, isto significa que vamos passar alguma da nossa soberania, para um Orgão Europeu. O que me custa a engolir (não quero com isto dizer que sou contra ou a favor), é que estamos a assistir a isto, impávidos e serenos. No minímo, a memória dos nossos ilustres fundadores, impunha que a pergunta fosse feita aos Portugueses: "Vocês querem pertencer a uma comunidade Europeia, mais vasta e ampla, cedendo parte da soberania, árduamente conquistada, pelos nossos fundadores? Querem dar um novo passo, nesta nossa centenária história de conquistas e sofrimentos? sim ou Não? Ainda mais me custa saber que o nosso Primeiro Ministro, de quem nem sequer me apetece soletrar o nome, disse em tempos, em plena campanha eleitoral, que era a favor de um referendo sobre a Constituição Europeia. E agora, vi-o, em pleno Parlamento Europeu, a ignorar e ridicularizar, aqueles que clama...